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Colombianos rejeitam acordo de paz entre governo da Colômbia e as Farc

Em uma votação apertada, a população da Colômbia rejeitou o acordo de paz assinado entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). No plebiscito feito hoje (2), com 99,91% das urnas apuradas, 50,22% da população respondeu não à pergunta “Você apoia o acordo final para o fim do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura?”. O sim somava 49,77% dos votos.

O plebiscito teve 12.803.986 de votos válidos e 13.061.087 votos totais. O número de eleitores que se cadastraram para votar foi 34.899.945 e 37,42% compareceram às urnas.

O presidente da Colômbia (Juan Manuel Santos) fez um pronunciamento à nação após o resultado do referendo e disse que amanhã (3) irá convocar todas as forças políticas, em particular as que se manifestaram pelo não, para escutá-las, abrir espaço de diálogo e determinar o caminho a seguir. Santos disse ainda que representantes do governo vão procurar os negociadores das Farc para dar informações sobre o resultado desse diálogo político.

Santos disse que a vitória no “não” ocorreu por uma margem apertada e que a decisão democrática tomada no plebiscito não vai abalar a ordem pública.

O acordo de paz foi assinado no dia 26 de setembro como forma de colocar fim a uma guerra de mais de 50 anos e é fruto de quatro anos de negociações entre o presidente da Colômbia, Manoel Santos, e o líder das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko.

Os termos do acordo de paz preveem que os 7 mil guerrilheiros das Farc que restam entregariam suas armas em um prazo de seis meses e seriam incorporados à vida civil, com direito a formar seu próprio partido político e disputar eleições.

Outro item é a previsão de uma anistia, mas não para aqueles que cometeram crimes contra a humanidade. O documento ainda traz a decisão de fazer uma reforma agrária e por fim ao cultivo de drogas ilegais, que ajudaram a sustentar as Farc.

Fonte: Agência Brasil - editado por Geografia Escolar.

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