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Venezuela fecha a fronteira com o Brasil

Desde a madrugada desta quarta-feira a fronteira de Pacaraima, no estado de Roraima, com a Venezuela está fechada. O mesmo ocorreu na fronteira Venezuela/Colômbia. Segundo informação divulgada pela Guarda Nacional da Venezuela ao governo de Roraima. A medida vale por 72 horas.

 

De acordo com anúncio enviado pelo Ministério para Relações Exteriores da Venezuela à Embaixada do Brasil em Caracas, a decisão se deve à extração ilícita de notas da moeda venezuelana.

 

No último domingo, o presidente venezuelano Nicolás Maduro já tinha ordenado a retirada de circulação de todas as cédulas de 100 bolívares, atualmente a de maior valor, para enfrentar supostas máfias colombianas que estariam armazenando a nota com o objetivo de desestabilizar a economia do país.

 

De acordo com Maduro, as máfias também estariam acumulando as cédulas venezuelanas em armazéns no Brasil, na Alemanha, República Tcheca e Ucrânia. Para o professor de relações internacionais, Thiago Galvão, a medida adotada pelo presidente Nicolás Maduro é uma forma de proteger a economia do País. "É uma forma que encontrou de se proteger cenário negativo...grave crise a ponto de fazer desvalorização cambinal...tem que colocar para circular novas moedas...que é o caminho monetário."

 

Sobre os possíveis impactos na relação diplomática com o Brasil, o professor acredita que a medida não terá grande repercussão. "A grande implicação é no contexto local. No âmbito das relações bilaterais temos uma parceria de longa data, consolidada; Não acredito que vai afetar a relação do Brasil com a Venezuela."

 

Por nota, o Itamaraty afirma que o fechamento da fronteira está atrelado a aspectos internos do país vizinho e que não cabe comentários sobre a questão. Também por nota, o governo de Roraima alega que a decisão é exclusiva do governo venezuelano que pretende retirar de circulação as cédulas de 100 Bolívares e estimula a população a efetuar a troca em banco público no prazo de 72 horas.

 

A Venezuela enfrenta grave crise econômica e, como parte de um plano de adaptação à forte inflação, o Banco Central anunciou a introdução de seis novas cédulas: de 20 mil, 10 mil, 5 mil, 2 mil, 1 mil e 500, além das moedas de 100, 50 e 10 bolívares.
Fonte: EBC

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