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Mais de 22 mil professores ameaçados por estudantes

Foto: Pixabay
Mais de 22,6 mil professores foram ameaçados por estudantes e mais de 4,7 mil sofreram atentados à vida nas escolas em que lecionam.  Os dados são do questionário da Prova Brasil 2015, aplicado a diretores, alunos e professores 5º e do 9º ano do ensino fundamental de todo o país.

As respostas aos questionários mostram que há um cenário de violência nas escolas. As agressões não ocorrem apenas com professores e funcionários, mas também entre estudantes. A maioria dos professores (71%), o que equivale a 183,9 mil, disse ter ocorrido agressão física ou verbal de alunos a outros estudantes da escola.

Mais de 2,3 mil professores afirmaram que estudantes frequentaram as aulas com armas de fogo e mais de 12 mil disseram que havia alunos com armas brancas, como facas e canivetes. Muitas vezes, havia nas aulas estudantes que tinham bebido, segundo 13 mil professores, ou usado drogas, de acordo com 29,7 mil.

Ao todo, 262,4 mil professores responderam aos questionários.



O que é preciso saber é que esses dados não poderiam ser diferentes. A escola é reflexo do meio onde se encontra, sendo assim, numa sociedade com grande concentração de riqueza e altas taxas de violência não poderia apresentar outro modelo de escola que não fosse uma escola, também, violenta.

Tentativas de resolver o problema de uma escola de forma isolada serve apenas para mascarar o problema. Se não houver uma ação verdadeiramente transformadora na sociedade não há modelo que possa sustentar uma escola não violenta.

É preciso enfrentar o problema maior e, definitivamente, esse problema não está nos alunos, não são eles que levam a violência para as escolas, ao contrário, eles são as vítimas de uma violência social onde nas escolas essas marcas apenas ficam mais evidentes.

Não compete à escola resolver os problemas decorrentes dessa violência social cotidiana, mas, de fato, ela possui um papel importante no debate sobre as causas dessa violência e, numa visão mais alargada e otimista do ensino, a escola deve criar as possibilidades para que os alunos, como cidadãos que os são, possam a partir da compreensão de sua realidade propor intervenções sociais que permitam a alteração dessa realidade.

Sozinha a escola, enquanto instituição, está fadada ao fracasso. É preciso que as ações que visem uma alteração na realidade social atual, de uma violência visível, sejam realizadas por todos os seguimentos sociais, não sendo possível, nem viável, uma tomada de decisão de forma isolada.

Sensação de segurança não é segurança, assim como fechar os olhos para as causas da violência não fará com que ela desapareça.

E para ampliar nosso conceito sobre violência: não há violência maior dentro de uma escola do que uma sala de aula superlotada, sem as mínimas condições de trabalho. Uma violência contra o professor e, sobretudo, contra os alunos.

E você caro leitor já sofreu algum tipo de violência no ambiente escolar? Qual sua opinião sobre esse tema? Deixe seu comentário neste blog. Vamos socializar? 😉

[Com informações da EBC leia materia clicando aqui.]

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