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'Nunca' vão tirar a Venezuela do Mercosul, diz presidente venezuelano


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, garantiu que seu país vai continuar no Mercosul, apesar da suspensão imposta pelos quatro membros fundadores do bloco neste sábado (05), em uma reunião de chanceleres em São Paulo.

Nicolás Maduro criticou não só a Argentina, mas também o Brasil o qual acusou de estar nas mãos de golpistas que tomaram o poder.

"Não vão tirar a Venezuela do Mercosul. Nunca. Somos Mercosul de alma, coração e vida. Algumas oligarquias golpistas, como a do Brasil, ou miseráveis, como a que governa a Argentina, poderão tentar mil vezes, mas sempre estaremos aí", respondeu Maduro em declarações à Rádio Rebelde da Argentina.

A Venezuela foi suspensa do Mercosul por "ruptura da ordem democrática", em decisão unânime dos membros fundadores Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.


Maduro ainda acusou o presidente argentino Mauricio Macri de estimular um bloqueio comercial e político contra a Venezuela.

Em declaração à rádio ele disse "O Macri não só destrói o povo e agride a classe trabalhadora argentina (...), mas também é a ponta de lança da agressão e agora o porta-bandeira da busca por um bloqueio econômico, financeiro, comercial e político como o que fizeram a Cuba nos anos 60".

O presidente venezuelano defendeu a Assembleia Constituinte que foi instalada nesta sexta-feira (04) e, já no sábado, destituiu a Procuradora-geral Luisa Ortega, que definiu o governo como uma "ditadura".

Essa também é a posição do governo dos Estados Unidos que declarou que a Venezuela ruma para uma ditadura. Mas, segundo Maduro a Venezuela está caminhando no sentido contrário, está buscando resgatar a paz em seu país e definir os rumos para uma Venezuela cada vez mais democrática. 

A oposição venezuelana reunida em torno da Mesa da Unidade Democrática (MUD) exige eleições gerais em suas manifestações que, em quatro meses, já deixaram 125 mortos e considera da Constituinte uma "fraude" para manter Maduro no poder e instaurar um sistema comunista na Venezuela.


Para Maduro a Constituinte "foi um bálsamo para a vida social e política da Venezuela. Uma nova fase foi aberta".

Ele também considerou que a Venezuela sofre "um dos ataques, dos assédios mais ferozes que já vimos em 18 anos de revolução bolivariana. Estamos começando a transitar num novo terreno, um terreno de paz. Vamos reconquistar a paz, que é o bem mais precioso que temos que cuidar", afirmou.

Provavelmente os ataques a que Maduro se refere estão relacionados às recentes declarações feitas pelo governo dos Estados Unidos e, evidentemente, de parte dos membros do Mercosul.

A história saberá ilustrar com maior precisão o que de fato está ocorrendo não só na Venezuela mas em toda a América Latina, o que evidentemente inclui o Brasil, em tempo de crise do capitalismo e de reorganização geopolítica mundial com o reenquadramento dos Estados Unidos, da China, da Rússia e da União Europeia no cenário mundial.

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