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60 mil professores primários entram em greve na Holanda



Mais de 60.000 professores primários fizeram nesta quinta-feira (5) a segunda greve geral do setor na Holanda desde a década de 1980. O protesto obrigou muitas famílias a encontrar alternativas de última hora para as várias centenas de milhares de crianças que ficaram sem aulas.

Os docentes reclamam a baixa progressão salarial numa das melhores economias da zona euro e exigem um investimento de 1,4 mil milhões de euros no setor, com um maior equilíbrio em relação aos homólogos do ensino secundário cujo salário será cerca de mil euros mensais mais alto.

Para refletir, no Brasil caso os professores do ensino fundamental recebessem mil euros a menos que os professores do ensino médio (como ocorre na Holanda) eles teriam que pagar para o governo deixarem eles darem aula, isso considerando que o piso nacional nem chega perto de mil euros o que daria cerca de R$ 6.689,17 (na data de hoje).
Além da melhoria salarial, os professores esperam também que o Governo invista na melhoria das condições de trabalho, nomeadamente na contratação de mais professores e de auxiliares educativos para que possa ser dada a atenção devida em salas onde muitas vezes, dizem, há mais de 30 crianças.

Outra observação a fazer é sobre a quantidade de alunos por turma, na Holanda muitas vezes, há mais de 30 crianças por sala e no Brasil isso é rotineiro. Se for fazer uma mesma reivindicação, em todas as salas de aulas deveríamos ter no mínimo dois professores.


Mais de 60 mil professores pararam no Zuiderpark. Foto: Reprodução/AOB - BEELD: PO-FRONT

O governo já terá prometido ajudar e numa tentativa de evitar a paralisação desta quinta-feira terão reforçado o pacote de investimento previsto para o ensino primário de 250 milhões para os 800 milhões de euros. Insuficiente, garantem os sindicatos.

“Durante anos, temos sido mal pagos pelo grande trabalho que fazemos. Recebemos amendoins e somos comparados com a Coreia, o Japão ou a China? então vão para lá viver. É por isso que estou aqui hoje e, se for preciso, voltarei outra vez”, ameaça uma das professoras insatisfeitas, Beie Pompert.

Outra, de apelido Geertje, sublinha que “a pressão no trabalho é demasiada”. “Além da sala de aula temos ainda trabalho administrativo, falar com os pais e grupos de trabalho. No final, as crianças não recebem o que merecem e isso é mau”, lamenta.

Os professores primários holandeses ameaçam voltar à greve em novembro, com dois dias de paralisação, caso o Governo não aceda às exigências do setor.

Temos muito que aprender com as manifestações de colegas professores espalhados pelo mundo. Nossa realidade, de uma educação de qualidade com professores valorizados está muito distante de uma já alcançada e aparentemente defasada qualidade na educação de outras nações. Eles não param de lutar por seus direitos e porque haveríamos de parar de lutar pelos nossos?

Fonte: euronews - com adaptações minhas - textos em itálico meu.

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