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A ESCOLHA DO LIVRO DIDÁTICO


A ESCOLHA DO LIVRO DIDÁTICO

    Os professores dos anos finais do ensino fundamental de todo o território brasileiro estão a fazer a escolha do livro didático para uso nos próximos 4 anos. Trata-se do PNLD 2020(Programa Nacional do Livro Didático).

    O PNLD contempla todas as disciplinas escolares do ensino fundamental, entre elas, a geografia. Sobre esta área do conhecimento a escolha é realizada com base nos livros/coleções que foram previamente selecionados pelo MEC(Ministério da Educação). O professor deve escolher duas coleções, sendo a primeira e a segunda opção.

    A escolha do livro didático, defendo, deve ser de exclusiva competência do professor com base no exercício de autonomia e sem influência direta ou indireta de quem quer que seja, neste sentido, a escolha de uma mesma coleção para toda a rede de ensino, seja municipal ou estadual, mesmo que prevista nas orientações do próprio MEC, ferem a autonomia do professor, pois a ele se impõe a força da maioria.



    Considerando que a escolha do livro didático deve levar em consideração, entre outros, o Projeto Político Pedagógico (PPP) da unidade educativa e que esse documento é elaborado a partir das especificidades de cada comunidade escolar, apresentar uma escolha única vai de encontro à concepção de autonomia do professor e da escola, bem como do próprio entendimento de projeto político e pedagógico que deve considerar as necessidades de cada realidade na qual a escola se insere.

    O livro didático é um instrumento importante ao trabalho do professor e, principalmente, para que alunos possam, de forma didática, ter uma orientação para suas atividades dentro e fora da sala de aula. Como ferramenta de apoio o livro didático deve, em conjunto com outros materiais, estar alinhado com a proposição do professor no que se refere à edificação do arcabouço teórico que orientará a construção da geografia escolar. Geografia esta que o professor constrói, em conjunto com seus alunos dentro de cada realidade escolar.

    A escolha do livro didático deve considerar a afinidade teórica do professor e jamais desprezar a corrente geográfica da qual ele mais se aproxima. Um coleção que se fundamenta na perspectiva da geografia crítica pode ser subutilizada se a formação do professor for da perspectiva cultural, só para citar um exemplo. Deste modo, o professor deve considerar, em sua escolha, a corrente geográfica a qual o livro a ser escolhido se alinha. Para além desta observação o professor deve estar atendo para o fato de que o livro didático, importante para o trabalho docente, é para uso dos alunos. São eles, os alunos, que deverão se apropriar do livro, de seus conteúdos e conceitos. 

Deste modo, a escolha do livro didático deve levar em consideração os alunos, ou seja, a capacidade que os alunos possuem para a leitura e compreensão do material didático disponível no livro e sua capacidade de ampliar essa compreensão que deve ser desenvolvida durante as aulas. Isso não significa fazer uma escolha baseada na simplificação de textos, imagens, gráficos, etc, e, sim, fundamentada na perspectiva de gradual processo de aprendizagem, onde o grau de complexidade vai se ampliando de acordo com o desenvolvimento dos alunos.

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